Certificado de Inglês Para Intercâmbio: O Que as Universidades Pedem

Para fazer intercâmbio universitário, quase toda instituição exige um comprovante formal de proficiência em inglês. Os exames mais aceitos são o IELTS Academic e o TOEFL iBT, mas universidades europeias também reconhecem certificados baseados no CEFR — o padrão internacional de níveis de idioma, que vai de A1 a C2. O nível mínimo exigido para intercâmbio costuma ser o B2.

Por Que as Universidades Exigem Certificado de Inglês?

Universidades estrangeiras precisam garantir que o estudante conseguirá acompanhar as aulas, participar de seminários e escrever trabalhos acadêmicos no idioma local. Sem essa comprovação, o risco de reprovação é alto — e as instituições arcam com problemas administrativos quando isso acontece.

A exigência tem base em dados: pesquisas realizadas em universidades europeias mostram que alunos sem nível certificado mínimo têm taxas de abandono até 3 vezes maiores do que os demais. A grande maioria das instituições mantém esse critério como parte obrigatória da candidatura.

Quais Certificados São Aceitos?

Os exames com maior reconhecimento internacional para fins acadêmicos são:

  • IELTS Academic — Aceito em universidades do Reino Unido, Austrália, Canadá e Europa. Pontuação mínima típica: entre 6.0 e 7.0.
  • TOEFL iBT — Preferido por instituições norte-americanas. Pontuação mínima habitual: entre 80 e 100 pontos.
  • Cambridge (B2 First, C1 Advanced, C2 Proficiency) — Válido na maioria das universidades europeias e do Commonwealth.
  • Duolingo English Test — Aceito em mais de 5.000 instituições, com crescimento acelerado após 2020.
  • Certificados baseados no CEFR — Muitas universidades europeias aceitam qualquer certificado que comprove o nível B2 ou C1 no Quadro Europeu Comum de Referência.

O Que é o CEFR e Por Que Importa?

O CEFR (Common European Framework of Reference for Languages) é o padrão internacional que classifica a proficiência em idiomas em seis níveis: A1 (iniciante) até C2 (fluência plena). Para intercâmbio universitário, o nível mínimo exigido costuma ser o B2 — uso independente e confiante do idioma em contextos acadêmicos.

A vantagem do CEFR é que ele não depende de um exame específico. Se o certificado indica claramente o nível atingido, muitas universidades o aceitam independentemente de quem o emitiu.

Pontuações Mínimas por Destino

Europa

Universidades participantes do programa Erasmus+ geralmente pedem nível B2 como mínimo. Instituições de prestígio como a Universidade de Amsterdã e a KU Leuven frequentemente exigem C1 para cursos ministrados em inglês.

Reino Unido

A maioria das universidades britânicas exige IELTS 6.5 ou equivalente. Instituições como Oxford e UCL pedem entre 7.0 e 7.5. O processo de visto também exige comprovação de proficiência, então o certificado precisa chegar antes da solicitação do visto — planeje pelo menos 4 meses de antecedência.

América do Norte

Nos EUA, as universidades mais concorridas pedem TOEFL acima de 100 pontos. No Canadá, tanto o IELTS quanto o TOEFL são aceitos, com mínimos que variam de 6.5 a 7.5 no IELTS dependendo da instituição e do curso.

Austrália e Nova Zelândia

O IELTS domina nesses destinos. A maioria das universidades australianas exige entre 6.5 e 7.0. O Australian National University (ANU), por exemplo, pede 7.0 com pelo menos 7.0 em cada módulo para cursos de pós-graduação.

Quanto Custam Esses Exames?

O IELTS e o TOEFL custam entre R$ 1.200 e R$ 1.800 por tentativa no Brasil. A nota não é garantida — quem não atinge o mínimo precisa pagar novamente. Somando preparação e taxas de inscrição, o custo total pode ultrapassar R$ 4.000.

Certificados baseados no CEFR com validade para processos seletivos europeus custam muito menos. Na Examinizer.net, o certificado digital sai por €8 (IVA UE incl.) — o PDF chega em 30 segundos após o teste, sem necessidade de cadastro.

Quando Fazer o Exame?

O prazo ideal é 3 a 6 meses antes do encerramento das inscrições na universidade de destino. Leve em conta que o resultado do IELTS e do TOEFL pode levar até 13 dias para ser divulgado, e muitas instituições só aceitam certificados emitidos nos últimos 2 anos.

Se a pontuação ficar abaixo do mínimo, você precisa de tempo para repetir o exame. Quem deixa para o último momento acaba sem alternativas.

Existe Alternativa ao IELTS e ao TOEFL?

Para universidades europeias que aceitam o padrão CEFR, sim. Um certificado que comprove o nível B2 ou C1 — emitido por uma plataforma reconhecida — é suficiente em muitos processos seletivos e solicitações de visto de estudante europeu.

O Duolingo English Test também ganhou espaço significativo desde 2020. Mais de 5.000 instituições ao redor do mundo já o aceitam, e o custo é de US$ 65 por tentativa, bem abaixo do IELTS.

Antes de optar por qualquer alternativa, confirme diretamente com a secretaria internacional da universidade de destino quais documentos são válidos para o seu curso específico.

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Perguntas Frequentes

Os mais aceitos são o TOEFL iBT, o IELTS Academic, o Cambridge C1 Advanced (CAE) e o Cambridge C2 Proficiency (CPE). Em países de língua inglesa como EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália, o TOEFL e o IELTS dominam. Universidades europeias aceitam com frequência os certificados Cambridge e qualquer documento que indique o nível CEFR atingido.
No TOEFL iBT, a maioria das universidades exige pelo menos 80 pontos para graduação e entre 90 e 100 para pós-graduação. No IELTS Academic, a nota mínima costuma ser 6.0 ou 6.5 para graduação e 6.5 a 7.0 para mestrado e doutorado. Sempre confirme os requisitos específicos no site da instituição de destino.
Faça o exame com pelo menos 3 a 6 meses de antecedência em relação ao prazo de inscrição da universidade. O resultado pode levar semanas para sair, e você pode precisar repetir o teste caso a pontuação fique abaixo do mínimo. A maioria das universidades aceita apenas certificados emitidos nos últimos 2 anos.
Em muitos casos, sim. Algumas universidades dispensam o certificado para candidatos que cursaram o ensino médio ou a graduação integralmente em inglês por 2 a 4 anos. Normalmente é preciso apresentar documento oficial da instituição comprovando isso. A política varia bastante entre as universidades, por isso convém verificar diretamente no edital ou no site da instituição de destino.

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Sergey Gangur
Sergey Gangur
Pesquisador de Educação em Idiomas
Pesquisa metodologia CEFR e tendências em certificação de idiomas. Foca em como credenciais digitais são usadas em processos seletivos e admissão acadêmica.