O CEFR — sigla em inglês para Common European Framework of Reference for Languages — é o sistema internacional mais usado para classificar a proficiência em idiomas. Em português, é chamado de QECR (Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas). Criado pelo Conselho da Europa e publicado em 2001, define seis níveis, do A1 ao C2, reconhecidos por universidades, empresas e governos em mais de 40 países.
Para que serve o CEFR?
Antes desse sistema, cada escola, exame ou empregador usava critérios próprios. Comparar um certificado de São Paulo com um de Lisboa era praticamente impossível. O CEFR resolveu isso: um nível B2 em inglês significa a mesma coisa para uma empresa em Lisboa, uma universidade em São Paulo ou um recrutador em Berlim.
Os contextos em que o CEFR é exigido com mais frequência são candidaturas a empregos internacionais, admissão em universidades estrangeiras, pedidos de visto ou residência na Europa, programas de intercâmbio acadêmico e certificação profissional em idiomas.
Os seis níveis do CEFR explicados
O sistema divide-se em três grupos — utilizador básico, independente e proficiente — cada um com dois subníveis.
A1 — Iniciante
A pessoa consegue compreender e usar expressões do dia a dia: apresentar-se, perguntar e responder sobre informações pessoais simples como nome, idade e localização. É o ponto de partida de quem teve o primeiro contacto real com o idioma.
A2 — Elementar
Já é possível comunicar em situações rotineiras: compras, deslocações, conversas sobre trabalho e família. O vocabulário ainda é limitado, mas permite trocas diretas sobre assuntos conhecidos.
B1 — Intermediário
O utilizador mantém uma conversa sobre temas familiares, descreve experiências, planos e opiniões. Muitos programas de intercâmbio e alguns processos de imigração europeus exigem no mínimo esse nível.
B2 — Intermediário Superior
Considerado o nível de autonomia real. A pessoa compreende textos complexos, interage com fluência com falantes nativos e consegue argumentar com clareza. O B2 é o requisito mais comum em ofertas de emprego internacionais e em programas de mestrado em inglês.
C1 — Avançado
Uso flexível e eficaz da língua para fins sociais, académicos e profissionais. O falante compreende textos longos e implícitos, exprime-se com espontaneidade e precisão — sem precisar procurar palavras.
C2 — Proficiente
O nível mais elevado do CEFR. Equivale praticamente à competência de um falante nativo culto. O C2 é exigido em tradução, interpretação, docência avançada e alguns cargos diplomáticos.
Qual nível do CEFR é exigido para quê?
A resposta depende do objetivo. Para trabalhar numa empresa internacional, o mínimo pedido costuma ser B2. Para entrar numa universidade europeia com ensino em inglês, a maioria dos programas exige B2 ou C1. Já para processos de visto de residência em países como Portugal ou Alemanha, o A2 ou B1 pode ser suficiente, dependendo do tipo de autorização. Em funções que envolvem comunicação diária com clientes estrangeiros, C1 é cada vez mais frequente nas descrições de vaga.